quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

PRISÃO DE LULA E OPINIÃO DE JURISTAS

Depoimento forçado de Lula causa controvérsia entre juristas

  Adriano Vizoni/Folhapress


JOHANNA NUBLAT

DE SÃO PAULO
05/03/2016  12h23Compartilhar100
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condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor tornou-se o ponto mais polêmico da 24ª fase da Operação Lava Jato. A medida foi criticada duramente por advogados e especialistas e defendida por procuradores e um jurista.A crítica mais severa à decisão do juiz federal Sergio Moro partiu do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo."Condução coercitiva? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão que resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado", afirmou à colunista da Folha Mônica Bergamo. "Vamos consertar o Brasil. Mas não vamos atropelar. O atropelamento não conduz a coisa alguma."O juiz Moro argumentou que optou pela condução coercitiva para evitar tumultos, como ocorreu em fevereiro no fórum onde Lula prestaria depoimento.Especialistas, no entanto, afirmam que a coerção só deve ser aplicada após uma negativa de comparecimento."Todo juiz criminal tem competência para expedir mandados de condução coercitiva no curso de uma investigação penal. Agora, há uma regra lógica, que a coercitividade se faça necessária", afirmou o ex-ministro do Supremo Carlos Ayres Britto.Ele avalia que Moro se baseou em razões de ordem prática para tentar evitar tumulto, o que "sinaliza prudência por parte do magistrado, e não ímpeto persecutório"."O Moro é um juiz competente, apartidário. O juízo que tenho de Moro não me autoriza a dizer que ele buscou a espetacularização. Nada obstante, foi o que aconteceu."Para Rubens Glezer, professor de direito constitucional da FGV-SP, pode ter havido uma avaliação equivocada da parte de Moro. "Houve conflito social, que aponta para uma iminente escalada. Pode ter sido uma avaliação equivocada de consequências. Na dúvida, se houver conflito entre consequências desejadas e uma certa regra, o juiz tem que se pautar pela regra. A regra tem autoridade certa, e a consequência é inimaginável", argumenta.Nelio Machado, advogado que tem cliente na Lava Jato, diz que o juiz não deveria avaliar os impactos de uma decisão. "Ele tem de se preocupar se a medida é legal ou ilegal. A condução coercitiva de um ex-presidente passou dos limites, parece coisa medieval."O professor de direito penal da USP Renato de Mello Silveira avalia que a condução coercitiva deve ser sempre excepcional. "Nesse quadro lógico me parece equivocada qualquer condução coercitiva."O professor diz que o modelo usado por Moro"parece uma simples justificativa para a legitimação da violência estatal, o que é inadmissível."O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira vai além e avalia que a decisão foi ilegal. "A lei diz que essa medida só pode ser aplicada quando o investigado é intimado, não vai e não justifica por que não foi. O Moro está decidindo contra a lei." A alternativa para evitar o tumulto, sugere, seria uma intimação sigilosa para Lula depor.
FONTE :
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1746783-depoimento-forcado-de-lula-causa-controversia-entre-juristas.shtml


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Especialistas veem deslizes e acertos de Moro em sentença contra Lula Adriano Vizoni - 22.mar.2012/Folhapress 13264352.jpegPara o jurista Ives Gandra Filho, a sentença de Moro condenando Lula é 'muito bem fundamentada'THAIS BILENKY

DE SÃO PAULO
13/07/2017  02h00Compartilhar3,7 mil
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Na avaliação de professores de direito ouvidos pela Folha, o juiz Sergio Moro cometeu deslizes na sentença em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).Primeiro, ao recriminar o petista e sua defesa por criticarem a Justiça, Moro extrapolou as suas funções, afirmam os especialistas.Depois, eles apontam, o juiz se contradisse quando afirmou que todos são iguais perante a lei, mas que, por se tratar de ex-presidente, delegaria a decretação da prisão à segunda instância.Por fim, a fixação da pena levou em consideração critérios, além de subjetivos, alheios ao caso julgado, o que configura erro técnico, segundo Thiago Bottino, da Fundação Getulio Vargas no Rio.Ainda que não haja prova inquestionável que incrimine Lula, a interpretação do juiz se baseou não apenas em depoimentos, mas também em documentos, afirmou Rafael Mafei, da USP."A sentença, em si, me parece absolutamente adequada, ainda que você possa ter divergência aqui ou ali na interpretação da lei ou dos fatos", afirmou o professor.Para o jurista Ives Gandra da Silva Martins, a peça é "muito bem fundamentada" e apresenta "matéria fática importante", com provas.Martins acrescentou que Moro "foi extremamente cauteloso em afastar os argumentos dos advogados do Lula de suspeição de condução".'TÁTICAS QUESTIONÁVEIS'Na sentença, o juiz disse que "até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva" do ex-presidente, dadas as "táticas bastante questionáveis como de intimidação do julgador" e "de outros agentes da lei" com ações de indenização e declarações "no mínimo inadequadas".Mafei criticou a observação. "É absolutamente equivocada e fora de lugar", disse. "Lula tem o direito de denunciar o que ele entende ser um processo injusto, não pode ser amordaçado, e a defesa não pode ser impedida de invocar essa tese porque incomoda Moro ou elimina, no seu entender, o prestígio e a autoridade moral do processo."O juiz, então, escreve que, "considerando que a prisão cautelar de um ex-presidente não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela corte de apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação [a prisão]"."Ora, ele mesmo diz na própria sentença que a lei é igual pra todos, mas, nesse caso, deixa de prender porque causaria comoção. É contraditório", reagiu Bottino. "O critério pode ser qualquer coisa, menos jurídico."O professor questionou o cálculo da pena. Ao fixar cinco anos de reclusão por crime de corrupção passiva, cuja pena pode variar de 2 a 12 anos de prisão, Moro argumentou que a prática se insere em "esquema de corrupção sistêmica na Petrobras", do qual o PT teria obtido R$ 16 milhões.Ao considerar o "contexto mais amplo", em vez de se restringir ao montante que supostamente coube a Lula, Moro cometeu "um erro técnico", disse Bottino.O professor observou que, ao ampliar a pena pelo cargo que o condenado ocupou, Moro foi subjetivo. "Se fosse governador, seria menos grave?"Para Mafei, o que faz com que a imparcialidade de Moro seja debatida são episódios como o do vazamento de áudios de conversas do ex-presidente, em que o juiz "violou seu dever legal". 
FONTE :
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1900832-especialistas-veem-deslizes-e-acertos-de-moro-em-sentenca-contra-lula.shtmlCompartilhar

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Juristas comentam 'jogada' de Lula e ex-presidente poderá ser acusado de mais um crimeO ex-presidente Lula tenta barrar o juiz Sérgio Moro e juristas apontam que isso faz parte de um 'plano' do ex-presidente.Juiz federal Sérgio Moro e o ex-presidente Lula

Especialista em Política TALITA 
Autor do artigoO ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, entrou com uma ação contra o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação Lava Jato. Nesta última sexta-feira (18), Lula entrou no Tribunal Regional Federal da 4ª região com uma queixa-crime subsidiária, Lula quer que Moro seja julgado por crime de abuso de autoridade.A ação do ex-presidente contra Moro pode ser vista pelos tribunais como uma forma de tentar obstruir à Justiça, já que Lula é réu na Lava Jato e está sendo investigado por vários crimes. Juristas afirmam que Lula quer a "suspeição" de Moro e assim o seu julgamento, fazendo com que a ação os coloque em sentidos contrários.A "jogada" de Lula demonstra desespero por parte do ex-presidente.Defesa de LulaA defesa de Lula emitiu uma nota afirmando que querem que Sérgio Moro seja condenado se baseando no artigo 6º da Lei 4.898/65, que enfatiza a pena de dez dias e seis meses para crimes de abuso de autoridade. Além da pena advogados de Lula dizem até em uma tentativa de suspender o cargo e até demitir Sérgio Moro.Lula foi alvo da operação Aletheia em marco de 2016, e após o episódio em que Lula foi levado coercitivamente para depor e teve ligações telefônicas interceptadas começou a ocorrer um "briga" entre Moro e Lula.A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu até um documento na qual o ex-presidente acusa o juiz federal de violação de direitos humanos e arbitrariedade. Além de Moro, o desembargador que é responsável por processos em segunda instância na operação Lava Jato, João Pedro Gebran Neto, teve um pedido de suspeição por parte de Lula. O ex-presidente já tentou se tornar ministro da Casa Civil pelo governo de Dilma Rousseff, como uma tentativa de se livrar das investigações de Sérgio Moro. Lula também é acusado de obstrução à Justiça, o crime é considerado grave, podendo levar até oito anos de prisão.Um dos desejos de Lula com o processo, é fazer com que a Justiça se amedronte, levando militantes para as ruas contra Moro, e fazendo uma pressão na Justiça. #Corrupção #Sergio Moro
FONTE :
http://br.blastingnews.com/politica/2016/11/juristas-comentam-jogada-de-lula-e-ex-presidente-podera-ser-acusado-de-mais-um-crime-001270701.html

Lula defende seu legado político, mas erra ao falar de julgamento

Lula defende seu legado político, mas erra ao falar de julgamento

Lula defende seu legado político, mas erra ao falar de julgamentoAto no Rio a favor da candidatura de Lula1 de 8
  Ricardo Moraes/Reuters 

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AFONSO, LEANDRO RESENDE, CHICO MARÉS E HELLEN GUIMARÃES
DA AGÊNCIA LUPA
24/01/2018  02h00Compartilhar516
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Agência Lupa avaliou declarações do ex-presidente Lula sobre sua trajetória política e o julgamento desta quarta (24). Confira o resultado."Tudo o que foi feito neste país para combater a corrupção, todos os mecanismos, foi feito nos governos do PT"
EX-PRESIDENTE LULA (PT)
A veículos internacionais - 19.jan.2018EXAGERADO A ex-presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.846/2013, mais conhecida como Lei Anticorrupção. Mas, quando Lula chegou ao Planalto, em janeiro de 2003, ao menos outras quatro leis usadas no combate à corrupção já existiam: a Lei de Improbidade Administrativa é de 1992, a Lei das Licitações, de 1993; e a Lei nº 9.613, que define os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos e valores, é de 1995. Por iniciativa popular, em 1999 foi aprovada a Lei 9.840 contra a compra de votos; o Código Penal prevê os crimes de corrupção ativa e passiva desde 1940."Eu perdi três eleições e nunca instiguei a sociedade a duvidar do resultado"
EX-PRESIDENTE LULA (PT)
A veículos internacionais - 19.jan.2018VERDADEIRO Em 1989, Lula foi derrotado por Fernando Collor (então PRN) e, em 1994 e 1998 , por FHC (PSDB). De acordo com o TSE, entre 1989 e 2001 não houve nenhum pedido por parte de Lula para recontagem de votos ou qualquer questionamento dele sobre o resultado. Em 1989, ele disse à Folha que não questionava o resultado do pleito, mas ponderava: "O reconhecimento do resultado eleitoral não significa, em hipótese nenhuma, o reconhecimento da política que o nosso adversário vai usar". Em 1994, durante a apuração dos votos, Lula disse: "Como democrata que sou, na hora que sair o resultado, podemos até discordar dele e denunciá-lo, mas iremos tentar aprimorar o processo para outras eleições"."Eu acho estranho o presidente do tribunal [TRF-4] dizer que não leu a sentença, mas que ela é irretocável"
EX-PRESIDENTE LULA (PT)
No Twitter e em ato no Rio - 16.jan.2018FALSO Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", em 6 de agosto de 2017, o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, afirmou o contrário do que disse Lula. Ele disse que havia lido exclusivamente a sentença de condenação emitida pelo juiz federal Sergio Moro e que ela -e não todo o processo- era tecnicamente "irretocável"."Tríplex é penhorado por juíza federal"
Site Falando Verdades - 12.jan.2018
VERDADEIRO Em 5 de dezembro de 2017, a juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execuções de Títulos Extrajudiciais do DF, determinou que o apartamento 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), fosse penhorado para o pagamento de dívidas da OAS Empreendimentos com uma terceira empresa. É o mesmo apartamento atribuído a Lula."... e contradiz Moro sobre Lula ser o dono"
Site Falando Verdades - 12.jan.2018FALSO O Tribunal de Justiça do DF emitiu nota para esclarecer as dúvidas sobre as decisões da juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira e do juiz Sergio Moro. Texto traz que ambas não possuem relação. "Portanto, tal decisão (de juíza) não emitiu qualquer juízo de valor a respeito da propriedade, e nem poderia fazê-lo, não possuindo qualquer natureza declaratória ou constitutiva de domínio". Na sentença, Moro atribui a titularidade formal do imóvel à OAS, mas diz que "de fato" o apartamento era de Lula. Procurado, Lula não quis comentar.