quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

FRANGOS NÃO USAM HORMÔNIOS E SIM GENÉTICA Leia mais em: https://www.comprerural.com/frangos-nao-usam-hormonios-e-sim-genetica/

Um dos maiores mitos presentes entre consumidores é o de que frangos criados em granja tomam algum tipo de hormônio Leigos, relacionam o grande potencial de crescimento dos frangos (que atualmente alcançam quase 3 kg em pouco mais que 40 dias de idade), com a utilização de hormônio de crescimento na alimentação animal. A IN nº 17 de 2004 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, proíbe a administração, por qualquer meio, na alimentação e produção de aves, de substâncias com efeitos tireostáticos, androgênicos, estrogênicos ou gestagênicos, bem como de substâncias ß-agonistas, com a finalidade de estimular o crescimento e a eficiência alimentar. Foto: Divulgação Vários são os fatores responsáveis pelo aumento de produtividade na avicultura de corte: melhorias na infraestrutura, ambiência, nutrição, melhoramento genético, sanidade e entendimento das relações destes conhecimentos através do manejo da produção destes animais. O PONTO CHAVE PARA O SUCESSO DA AVICULTURA ESTÁ NUMA PIRÂMIDE CHAMADA NUTRIÇÃO, GENÉTICA E MANEJO A NUTRIÇÃO destes animais é feita com excelência. Setenta por cento do gasto de uma empresa avícola está na nutrição das aves e não na folha de pagamento dos funcionários, água, luz, etc. Investe-se rigorosamente em um alimento que vá atender a demanda nutricional das aves. Um nutricionista balanceia a necessidade de proteínas, lipídios, carboidratos, minerais e vitaminas em cada fase de vida do frango. Outra questão é a GENÉTICA. Gosto de fazer a seguinte analogia: “Dois homens fazem musculação buscando hipertrofia. Um deles é o Arnold Schwarzenegger e o outro é o Justin Bieber. Com a mesma dieta e exercícios, qual deles desenvolverá maior hipertrofia? Certamente o Arnold, pois foi agraciado com boa genética”. O terceiro e último fato é o MANEJO (AMBIÊNCIA). Aqui é simples. Não adianta você ter boa genética e dieta, se os animais vivem estressados, ou seja, para que o desempenho seja máximo, proporcione as aves o maior conforto possível. Chester natalino Foto: Divulgação Outras pessoas questionaram sobre o frango natalino. Estou me referindo àquele famoso frango CHESTER. Digamos que o frango normalmente é abatido com 42 dias de idade com peso médio de 2,5 Kg. O frango natalino nada mais é que um animal com bom desenvolvimento de peito (genética), que permaneceu por mais tempo na granja e logo será abatido um pouco mais pesado. Normalmente a carcaça tem peso médio de 4 Kg, e a idade do animal é de 50 dias para mais. Melhoramento genético Foto: Divulgação Segundo os pesquisadores, o melhoramento genético feito durante décadas é um dos grandes responsáveis pelo maior ganho de peso em pouco tempo. “Ano após ano, são selecionadas as melhores aves, as que ganham mais peso, as que têm melhor performance”, esclarece  Gerson Scheuermann pesquisador da Embrapa Suínos e Aves. O melhoramento é impulsionado, pelo fato de a galinha ter muitos pintinhos, o que permite fazer uma seleção melhor e mais rápida. “A vaca, por exemplo, tem um bezerro por ano. Já a galinha bota 280 ovos anualmente”, compara. “Nossas avós conheciam um frango diferente do que temos hoje. EM DUAS GERAÇÕES, A AVE MUDOU MUITO. AS PESSOAS SIMPLIFICAM E ACHAM QUE FORAM OS HORMÔNIOS”, COMPLETA. Segundo ele, estudos já avaliaram o uso de hormônios em aves, mas os resultados não foram bons. “Não encontraram nada que estimulasse o crescimento além do próprio potencial genético do animal.” SOMOS O MAIOR EXPORTADOR DE CARNE DE FRANGO DO GLOBO TERRESTRE. Ganhamos dos EUA e China em termos de exportação. Brigamos com gigantes! Você acha mesmo que uma empresa colocaria tudo a perder? Certamente não. É por isso que investe-se tantos dólares em pesquisa, a fim de inovarmos em NUTRIÇÃO, GENÉTICA e MANEJO. EM LEILÃO, GALO ÍNDIO GIGANTE É VENDIDO POR R$ 63 MIL REAIS Adaptado de foodsafetybrazil.org, Folha, Globo, aviculturaindustrial.com.br

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Cetamina reduz rapidamente a ideação suicida

Uma infusão intravenosa subanestésica de cetamina pode reduzir rapidamente a ideação suicida em pacientes com depressão maior, e a melhora clínica é mantida por seis semanas, sugerem os resultados de um estudo randomizado controlado.
Este estudo é "a demonstração mais definitiva até agora de uma redução clinicamente significativa na ideação suicida dentro de 24 horas após o tratamento com cetamina", disse ao Medscape o primeiro autor, Dr. Michael Grunebaum, do New York State Psychiatric InstituteColumbia University Medical Center, na cidade de Nova York.
O estudo foi publicado on-line em 5 de dezembro no American Journal of Psychiatry.

Maior estudo até hoje

O estudo incluiu 80 pacientes admitidos voluntariamente em uma unidade de pesquisa de pacientes internados no New York State Psychiatric Institute com transtorno depressivo maior e ideação suicida clinicamente significativa (pontuação maior que 4 na escala para ideação suicida - SSI, do inglês Scale for Suicidal Ideation).
Quarenta pacientes foram selecionados aleatoriamente para receber 0,5 mg/kg de cetamina racêmica intravenosa, e 40 pacientes foram alocados para receber 0,02mg/kg de midazolam em solução salina normal de 100ml infundida em 40 minutos. Midazolam foi escolhido como o controle porque é um anestésico psicoativo com meia-vida semelhante à da cetamina, e não tem efeitos antidepressivos ou anti-suicidas estabelecidos.
As características basais foram semelhantes nos dois grupos, incluindo o escore SSI. A pontuação média na escala SSI foi de 14,3 no grupo da cetamina e 15,7 no grupo do midazolam.
O escore SSI médio 24 horas após a infusão (desfecho primário) foi 4,96 pontos menor no grupo que recebeu cetamina do que no grupo tratado com midazolam (intervalo de confiança, IC, de 95%, 2,33 - 7,59; P <0,001). O d de Cohen para a diferença na alteração média do grupo foi de 0,75, o que corresponde a um tamanho de efeito médio.
A resposta ao tratamento foi definida como uma redução maior ou igual a 50% no escore SSI. A proporção de pacientes que apresentaram resposta ao tratamento no dia 1 foi maior no grupo tratado com cetamina do que no grupo que recebeu midazolam (55% vs 30%; odds ratioOR, de 2,85; IC de 95%, 1,14 - 7,15; P = 0,024). O número necessário para tratar (NNT) foi 4.
Notavelmente, os pesquisadores relatam que a melhora da ideação suicida persistiu amplamente durante o período de seis semanas de observação não controlada. Isso pode ser parcialmente explicado pelo fato de os pacientes terem continuado a medicação psicotrópica prévia, que foi otimizada após a infusão de cetamina.
Houve reduções maiores no distúrbio geral do humor, depressão e fadiga, conforme avaliado com o perfil dos estados de humor, no dia 1 após a infusão de cetamina versus midazolam. Os resultados de um modelo de mediação sugerem que os efeitos da cetamina sobre depressão e pensamentos suicidas são pelo menos parcialmente independentes, observam os pesquisadores.
Os efeitos adversos (principalmente aumento da pressão arterial e sintomas dissociativos) foram semelhantes aos relatados em outros estudos com cetamina. Os efeitos adversos foram principalmente de leves a moderados, e transitórios, geralmente sendo resolvidos dentro de minutos a horas após a infusão, observam eles.
"Este é o maior estudo até hoje feito em pacientes suicidas e deprimidos, usando um desenho randomizado e controlado com midazolam, e que também abordou várias limitações de pesquisas anteriores, que incluíam medidas de ideação suicida com um único item de questionário, e amostras de pacientes com baixos níveis de ideações suicidas ou diagnósticos mistos", disse o Dr. Grunebaum ao Medscape.
"Acreditamos que os resultados mais notáveis deste estudo são que ele mostra, usando um rigoroso desenho de ensaio clínico, que o tratamento com cetamina foi associado a uma redução clinicamente significativa de pensamentos suicidas em pacientes suicidas e deprimidos dentro de 24 horas, e que com farmacoterapia clínica otimizada em um seguimento com observação não controlada, essa redução pareceu durar pelo menos seis semanas", disse o Dr. Grunebaum.

Potencial salvador de vidas

Procurado para comentar, o Dr. Seth A. Mandel, chefe da psiquiatria no Northwell Health's Huntington Hospital, Nova York, disse: "Houveram casos de não psiquiatras realizando infusões de cetamina em pacientes deprimidos refratários ao tratamento. Minha preocupação nesses casos era, o que aconteceria se isso falhasse com alguém que colocou suas últimas esperanças neste tratamento?
"Este estudo aponta para um uso mais positivo e prático para infusões de cetamina", disse o Dr. Mandel, que não esteve envolvido no estudo.
"Pode ser uma manobra temporária muito útil, e até salva-vidas, a ser realizada em pronto-socorros ou em pacientes em ambientes ambulatoriais, ganhando um valioso tempo até o tratamento ser otimizado durante as semanas subsequentes. Isso pode não só ser útil na prevenção de suicídios, mas também evitando custosas hospitalizações por pacientes agudamente suicidas", observou.
O Dr. Mandel advertiu que não é "claro no estudo o que acontece com esses pacientes depois de seis semanas. A ideação suicida retorna? Em caso afirmativo, os tratamentos devem ser repetidos? Por quanto tempo? Quais são os efeitos a longo prazo das infusões repetidas? Mais estudos são necessários para responder essas perguntas".
O estudo foi financiado pelo National Institute of Mental Health. Vários autores declararam conflitos de interesses com várias empresas, conforme listado no artigo original. Am J Psychiatry. Publicado on-line em 5 de dezembro de 2017. Resumo